Os Países que Mais Ajudam Países Pobres

O Centro de Desenvolvimento Global (CDG) divulgou a lista dos países que mais ajudam as nações pobres.

Em 2012, a Dinamarca alcançou o topo do ranking das nações ricas que mais prestam auxílio aos pobres, superando Noruega e Suécia. O CDG utilizou sete critérios para elaborar a lista:

  • Ajuda financeira (valor total e destinação de doações)
  • Comércio (dispensa de barreiras alfandegárias e implantação de isenções para importar produtos das nações subdesenvolvidas)
  • Investimentos (adoção de políticas públicas que encorajem empresas a investir em países pobres)
  • Migrações (pessoas que se deslocam para trabalhar nestas nações)
  • Ambiente (investimento no desenvolvimento sustentável)
  • Segurança (operações de paz e sanções para países exportadores de armas)
  • Tecnologia (incentivo ao desenvolvimento e criação de inovação em países em desenvolvimento)

Países que Mais Ajudam



Quais são os Países que Mais Ajudam Outros Países

Luxemburgo, Áustria, Finlândia, Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Portugal e Canadá complementam o “Top 10”. O Brasil não figura no ranking, por ser considerado um país em desenvolvimento, apesar de o Produto Interno Bruto (PIB) ter ultrapassado, no ano passado, o da Inglaterra, classificando o país como sétima potência econômica do mundo.

O Brasil no cenário mundial

Na contramão da Dinamarca, nós estamos menos solidários. De acordo com a organização não governamental Inglesa Charities Aid Foundation (CAF), o Brasil está em 85º lugar – entre 153 nações – quando se trata de doações ou trabalho voluntário. Em 2010, estava na 76º colocação.

Apesar de todo o liberalismo, os EUA estão no primeiro lugar da lista da CAF, seguidos por Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e Grã-Bretanha. Enquanto 60% dos americanos dedicam-se a algum tipo de trabalho voluntário ou fazem donativos regularmente, apenas 29% dos brasileiros apresentam a mesma disponibilidade com os menos favorecidos financeiramente.

De acordo com a CAF, mesmo com a crise econômica instalada nos países desenvolvidos, o volume destinado a doações aumentou em cerca de um ponto percentual nos últimos três anos. E a explicação para este fato pode estar na própria crise: sentindo na pele os efeitos da recessão, as pessoas podem tornar-se mais generosas. Isto pode explicar os motivos por que Grécia e Espanha, seriamente afetados, figurarem entre os 20 mais bem classificados no ranking do CDG.

As razões das doações

É provável que o grande número de donativos efetuado pelos norte-americanos – e pelos habitantes de alguns países da Europa – não esteja relacionado apenas à solidariedade. Grandes fortunas recebem alta taxação do imposto de renda (o ator Gerard Depardieu renunciou recentemente à cidadania francesa e colocou suas propriedades à venda, para fugir da carga tributária). É provável que os tributados prefiram doar a pagar para o governo.

A idade também é um fator que influi. A maioria dos voluntários e doadores tem mais de 35 anos, o que concentra esta faixa principalmente na Europa. Apesar de a população brasileira estar envelhecendo, ainda é majoritariamente infantil, adolescente e jovem, o que explica o reduzido número de solidários.

A questão da cidadania também interfere. Brasileiros ainda não se consideram cidadãos, não têm consciência de sua capacidade em interferir nas questões políticas e sociais. Por isto, pouco agem em questões de apoio aos desfavorecidos: pobres, doentes, idosos abandonados, presidiários.

A solidariedade, no país, está basicamente relacionada à religião. Muitas igrejas, sinagogas, mesquitas e centros espíritas, terreiros de umbanda e candomblé mantêm programas de distribuição de cestas básicas, roupas de inverno, material escolar e enxovais, com apoio à mulheres grávidas carentes.

Países Pobres

O combate à pobreza

A melhor forma de combater a pobreza, dizem sociólogos e cientistas políticos, é permitir o exercício da democracia e o resgate do valor da cidadania, com o desenvolvimento pleno da solidariedade. Muitos países já adotaram, para mensurar a qualidade de vida da população, critérios como felicidade, aproximação, vida em comunidade. É o resgate da velha “fraternidade”, que, juntamente com ‘liberdade” e “igualdade”, fez os ideais da Revolução Francesa, que trouxe a democracia representativa para o mundo ocidental.

Muitos países, como os EUA e o Japão, colocam limitações ao desenvolvimento sustentável, alegando prejuízos à produção industrial. A solidariedade, no entanto, favorecendo para a construção da cidadania, vai aumentar, inclusive, a proteção ao meio ambiente, garantindo o ambiente seguro para as futuras gerações.

O amor é a condição fundamental que libertará a humanidade de seus ditadores, dos destruidores do meio ambiente, dos que buscam o lucro acima de tudo. Caminhamos a passos lentos, mas firmes, para maior estabilidade social. Dentro de um século, talvez, fome, miséria, falta de acesso à educação sejam apenas artigos de museus.


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