Cursos Superiores a Distância Reconhecidos pelo MEC

Os cursos superiores a distância são ministrados no Brasil desde 1994.

No início, a proposta gerou desconfiança entre os especialistas em educação. A ideia de criar cursos superiores a distância – isto é, o estudo em que professores e alunos não partilham o mesmo espaço físico e comunicam-se através da internet – foi criticada principalmente por não fornecer aos estudantes a vivência acadêmica, fator considerado primordial para o aprendizado.

No entanto, a universalização do ensino superior era uma necessidade urgente. Muitas cidades brasileiras não contam com faculdades. Especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, grande parte dos docentes do ensino fundamental e médio era constituída por leigos ou professores em desvio de função (um licenciado em matemática ministrando aulas de física, por exemplo) e era preciso qualificar estes quadros. Da mesma forma, o desenvolvimento econômico experimentado a partir da edição do Plano Real, em 1994, aumentava a demanda por profissionais graduados nas mais diversas áreas.



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Cursos Superiores a Distância Reconhecidos pelo MEC

O formato é simples: os alunos recebem, por e-mail ou em fóruns de debates, material para estudo e pesquisa. Eles contam com o apoio de professores, que permanecem conectados à internet durante alguns horários do dia, para sanar dúvidas e levar os estudantes a refletirem sobre o seu aprendizado e sua carreira profissional. Em alguns momentos (geralmente, uma ou duas vezes por semana), as turmas são reunidas em salas de aula. As escolas interessadas precisam instalar estruturas em vários locais, para beneficiar o maior número de alunos.

Todas as instituições de nível superior que pretendam implantar cursos superiores a distância precisam apresentar um projeto ao Ministério da Educação (MEC), comprovando a existência de estrutura física e tecnológica, além dos recursos humanos necessários.

As faculdades precisam criar os polos de apoio presencial. São salas de aula, laboratórios e bibliotecas em que os alunos desenvolvem as atividades presenciais: aulas, práticas, seminários, palestras e painéis, além dos estágios, avaliações e defesa de monografias.

Da mesma forma que os presenciais, os cursos superiores a distância passam por avaliações periódicas para verificação do desempenho dos alunos: trata-se do ENADE – Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes.  As provas são aplicadas no primeiro e no último ano dos cursos, que, se forem mal avaliados, podem sofrer intervenção do MEC e mesmo fechar as portas, se não conseguirem sanar os problemas detectados.

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Em 2007, foi criada a Universidade Aberta do Brasil. O projeto original visava oferecer licenciaturas para professores da rede pública, mas o número de carreiras oferecido vem aumentando ano a ano. Até o final de 2013, deverão estar funcionando mil polos de apoio, contemplando 800 mil alunos.

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Diversas faculdades públicas e privadas oferecem a maioria de seus cursos também a distância. As avaliações indicam que o aproveitamento, nas duas modalidades, é muito semelhante. O próximo desafio é reduzir as taxas de evasão: em 2010, abandonaram os estudos 22% dos matriculados em faculdades públicas e 16% nas particulares.


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