Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem vão muito além das técnicas de apoio a internações e tratamentos ambulatoriais.

Enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, além de cuidadores (que acompanham idosos, pessoas doentes, com mobilidade reduzida ou necessidades especiais em suas atividades diárias) são os responsáveis por acompanhar pacientes nos pré e pós-operatórios e outras situações que exijam internação, além de atuar em emergências e ambulatórios. Cada profissional tem sua atuação bem definida, mas o trabalho ultrapassa as questões apenas técnicas: os cuidados de enfermagem são suportes para a recuperação e manutenção da saúde.

Cuidados de Enfermagem



Cuidados de Enfermagem

Profissionais de saúde também estão presentes em casas de cuidados paliativos, em que a expectativa de sobrevida é pequena e os pacientes só precisam ficar confortáveis: são os terminais. Nestes locais, a abordagem holística dos cuidados de enfermagem é ainda mais sensível.

O cuidado integral

De acordo com seu grau de mobilidade, pacientes necessitam de ajuda para banhar-se, vestir-se, alimentar-se e mesmo para sentar-se no leito. A equipe de enfermagem precisa estar atenta, para garantir qualidade ao dia a dia. Especialmente nas internações, os doentes ficam ansiosos e às vezes deprimidos. O ambiente estranho, a falta dos parentes, a inatividade e o escasso número de visitas são os principais motivos.

O trabalho não se limita a injeções, comprimidos, banhos e higienizados. Os cuidados de enfermagem também estão nos pequenos gestos: um diálogo, uma ajeitada nos cabelos, a abertura de uma janela para ventilar o quarto, um pequeno passeio pelos jardins do hospital, efetivamente contribuem para o êxito do tratamento médico.

O conhecimento destes trabalhadores fica na intersecção entre filosofia e ciência. A filosofia tenta dar respostas às grandes questões existenciais do homem e fornece ferramentas para o atendimento ético, comprometido com a prevenção, manutenção e recuperação da saúde, enquanto a ciência e a tecnologia capacitam enfermeiros e seus ajudantes para exercer as rotinas do hospital ou clínico, apoiando o serviço dos médicos.

A enfermagem é a arte de cuidar, para desenvolver habilidades em pacientes temporariamente debilitados. Os cuidados em enfermagem caracterizam-se pela capacidade de conhecer e atender as necessidades do paciente, encaminhando-o progressivamente à autonomia. Apesar de não serem tarefas exclusivas, fazem parte da rotina, ao lado do aspecto técnico propriamente dito.

Cuidados de Enfermagem

A formação dos profissionais da área

Enfermeiro é um título de nível superior, conferido a universitários após cursar e concluir disciplinas distribuídas em oito ou dez semestres (varia de instituição para instituição), complementadas por estágios e outras formas de trabalhos de conclusão de curso.

Auxiliares de enfermagem precisam, para iniciar-se na área, completar o ensino médio e, em seguida, fazer um curso específico. Suas funções serão os cuidados básicos, o que inclui cuidados, conforto e higiene.

O técnico em enfermagem é um curso de nível médio, incluído no eixo Ambiente, Saúde e Segurança do MEC. Suas funções são um pouco mais complexa: controla pulso e respiração dos pacientes, verifica temperatura, aplica injeções e soros, esteriliza equipamentos cirúrgicos e de exames, faz curativos.

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No entanto, também precisa cuidar dos pacientes e da família dos internados, inclusive colhendo informações sobre hábitos, interesses e necessidades do internado para ajudar na elaboração do plano de apoio, com os demais profissionais. Em hospitais maiores, esta atividade também é realizada por assistentes sociais e psicólogos.

Salário de enfermeiro, quanto ganha?

Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê um piso nacional para enfermeiros de R$ 4.450; o salário mínimo para os técnicos deverá ser de R$ 2.325 e para os auxiliares, de R$ 1.860. o projeto já foi aprovado nas comissões de Trabalho e de Finanças e Tributação.

Além disto, a jornada semanal será reduzida de 40 para 30 horas semanais para estes profissionais e também para obstetras. Com esta redução, devem ser criados cerca de 22 mil empregos.

A “exatificação” da Medicina

Nos últimos anos, especialmente com os desenvolvimentos tecnológicos que auxiliam no diagnóstico e tratamento dos doentes, as profissões ligadas à saúde vem apresentando tendências a se tornarem ciências exatas.

O crescente racionalismo também contribuiu para este fato: o medicamento X combate o sintoma Y, a cirurgia W extirpa o tumor Z. Mas não é simples assim. Seres humanos são complexos e os profissionais de saúde, como diz o próprio nome da área, cuidam da saúde, e não apenas de eliminar doenças ou aliviar sintomas.

Os cursos de formação precisam dar mais atenção aos aspectos humanos da rotina de trabalho, inclusive para que os envolvidos consigam superar situações deprimentes, como os tratamentos fracassados e a morte, presença constante. Ao lado de laboratórios, livros de bioquímica e equipamentos de exames, é preciso revalorizar a questão dos cuidados de enfermagem.

Já está comprovado que simpatia, cortesia e atenção favorecem os resultados de remédios e intervenções. Entre um paciente esquecido num leito e outro que contam com o apoio de profissionais atentos, ambos com a mesma doença, da mesma gravidade, e históricos de vida semelhantes, o tratamento será muito mais eficaz para o segundo.


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