Botão “Não Curtir” (Dislike) no Facebook, porque não existe?

Porque o Facebook não adiciona em sua rede social o botão de “Não Curtir” (dislike)? Explicaremos as possíveis causas do porque o botão não é adicionado no Face

O Facebook é uma rede social que une milhões de pessoas em todo o mundo. Os usuários podem conversar com amigos, postar comentários, vídeos e fotos, jogar, ouvir músicas. É uma excelente ferramenta para se manter conectado e conhecer as novidades do mundo virtual. No entanto, só é possível “curtir” no Facebook.

A rede realiza conferências anuais em São Francisco (EUA) desde 2007 (com exceção de 2009 e 2012), para comunicar as inovações e a incorporação de novos serviços. Em 2011, o Facebook informou que traria alternativas ao “curtir” (“like”, em inglês): internautas poderiam fazer viagens virtuais (em anúncios de operadoras de turismo, como a opção “viajar”), seguir o passo a passo de receitas de culinária (fornecidas por indústrias alimentícias) e também “não curtir” (“dislike”), no caso de não gostar.



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Como o Facebook funciona

O slogan do Facebook é: “É gratuito, e sempre será”. Isto é válido para os assinantes, que realmente não pagam nada para navegar nesta rede social, mas é preciso lembrar que se trata de um negócio: da mesma forma que o Google, o Twitter e outros grandes sites, o Facebook movimenta alguns bilhões de dólares por ano, e este dinheiro vem dos anunciantes.

Os mais diversos produtos e serviços são oferecidos no lado direito da janela do Facebook: de roupa íntima a viagens internacionais, de refrigerantes a bebidas importadas. E os patrocinadores não gostaram nem um pouco das novidades anunciadas em 2011.

Só “curtir”, e o “não curtir”, cadê?

O Facebook é um site de entretenimento, que une pessoas com interesses semelhantes e assim vai crescendo exponencialmente. Em outubro de 2012, atingiu a marca de um bilhão de usuários ativos. A cada dia, mais de 300 mil pessoas se cadastram na rede.

Mas não podemos esquecer que o Facebook hoje é é principalmente um site de propaganda e marketing bilionário. É o site mais acessado do mundo e, por isto, muito procurado pelos anunciantes.

Grandes empresas mantêm fan pages – as páginas em que oferecem seus produtos e serviços –, muitas delas com vídeos e atrações interativas para os internautas. A maioria, no entanto, apenas apresenta alguns itens e oferece um link para sua loja virtual.

Estas empresas teriam que recorrer a elevados investimentos para se adequar às novas ferramentas do Facebook, de acordo com o site Mashable, seria preciso produzir vídeos específicos para a rede, e não apenas adaptá-los de anúncios já produzidos para a TV e a própria internet.

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Porque não existe o botão de dislike afinal?

O maior problema, porém, foi a opção “não curtir” (“dislike”) e é fácil imaginar os motivos: diversos anúncios comerciais desagradam os consumidores, que nem por isto deixam de adquirir o item, se isto já for um hábito adquirido. Mas ninguém quer ver seu produto, com foto e ligeiro resumo na página inicial do Facebook, com a informação: “20 mil pessoas não curtiram”. Seria um estrago e tanto na imagem da marca.

Botão de “Não Curtir” pode vir a surgir no futuro

O Facebook não se pronunciou mais sobre as inovações anunciadas na última conferência. Deixou no ar a ideia de atualização. Ainda de acordo com o Mashable, existe a preocupação de internautas que “não curtam” determinada página “unânime” entre grande parte dos usuários sejam hostilizados por outros usuários, com mensagens desagradáveis, que ficam visíveis para a maioria dos amigos.

Por outro lado, os internautas mostram-se bastante interessados no botão “não curtir” ou “dislike”. Há uma página do Facebook em inglês, organizada para reivindicar o tão esperado botão “dislike”, já acessada por mais de três milhões de pessoas.

Navegadores como o Chrome (da Google) e Firefox (da Mozilla), dois gigantes da internet, ofereceram por um período a opção de baixar o “não curtir” para o Facebook, mas as opções de download não se encontram disponíveis: provavelmente, uma troca de gentileza entre os “grandes” virtuais.

+ Leia também: Como usar as redes sociais de forma correta

Quem está interessado em “não curtir” precisa estar atento: no final do primeiro semestre de 2012, circulou pela rede outra alternativa para o download. Tratava-se de um vírus que, em apenas 13 dias do mês de junho, infectou 20 mil computadores e capturou os dados pessoais dos internautas.

Os computadores de quem recebe e instala o aplicativo automaticamente enviam e-mails para todos os contatos do usuário, aumentando o perigo. O vírus foi neutralizado, mas, como os hackers nunca dormem, pode voltar a qualquer momento.


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