Tecnólogo ou Bacharel: Diferenças entre Cursos de Nível Superior

Quando os alunos estão concluindo o nível médio, chega a hora de escolher a carreira que seguirão. No bacharelado, a formação é voltada para determinada área de atuação. Bacharéis em qualquer carreira das ciências exatas, humanas e biológicas estão aptos a entrar no mercado de trabalho.

O que é um Bacharelado?

A grade curricular de um bacharelado é mais ampla, voltada à formação integral do estudante, que não vai apenas estudar matérias voltadas à sua carreira, mas também cursará ética, filosofia, sociologia e outras disciplinas para bem desenvolver suas atividades profissionais.

São cursos de quatro a seis anos de duração e seus concluintes podem tornar-se profissionais liberais, empregados na iniciativa privada e também estão aptos a concorrer a um cargo público, na sua área específica ou em concursos abertos para qualquer bacharelado. Só não podem lecionar em escolas públicas ou privadas.



As exceções são os bacharéis de direito, que precisam enfrentar o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para conquistar o direito de exercer a advocacia, e os bacharéis em medicina, que precisam cursar residências médicas para clinicar e realizar intervenções cirúrgicas.

Tecnólogo ou Bacharel

O que são cursos tecnológicos?

Já os cursos tecnológicos são focados em determinado segmento; é o caso, por exemplo, de Tecnologia da Informação (voltado para informática e comunicação), Gestão de Recursos Humanos, Logística, Análise de Sistemas, etc.

São cursos mais rápidos, com duração de dois a quatro anos, com currículos restritos à formação técnica e à inovação. Os tecnólogos geralmente atuam na iniciativa privada, mas estão aptos a prestar concursos públicos que exigem formação superior.

Entre 2001 e 2010, as matrículas em cursos tecnológicos cresceram mais de 500%. Os estudantes representavam 3,6% do total de universitários no início da década e o último censo realizado pelo MEC indica que já são 23,3%: praticamente um em cada quatro alunos escolhe um curso superior mais rápido e específico. Em contrapartida, o número de matriculados em cursos de bacharelado caiu de 96,4% para 76,7%.

+ Leia também: Cursos Tecnológicos Ganham Espaço no Mercado de Trabalho

Prós e contras

A grande vantagem dos cursos tecnológicos é a rápida inserção no mercado de trabalho. Diversas empresas captam os estudantes nos últimos semestres do curso, uma vez que eles saem da faculdade com a bagagem para atuar em áreas específicas.

É o contrário, por exemplo, de um aluno de Administração, que até pode direcionar sua grade curricular para determinada área, optando por disciplinas de marketing, recursos humanos, gestão financeira ou administração pública, mas terá de cursar disciplinas de todas estas áreas nos quatro anos do curso.

Por outro lado, a formação tecnológica não contempla o aluno com uma formação humanística, que enriquece bastante a vida pessoal do universitário.

A Licenciatura

Para os que querem se tornar professores, é preciso cursar mais algumas disciplinas, geralmente oferecidas nos semestres finais dos cursos de bacharelado. São cursos voltados à pedagogia, didática e psicologia da educação.

Para se formarem professores de nível fundamental e médio de qualquer área (português, inglês, matemática, física, etc.) e também para seguir a carreira acadêmica, é necessário fazer a licenciatura.

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A Pós-Graduação

Com o crescente aumento de profissionais de nível superior, cursos de especialização e pós-graduação podem ser o diferencial no mercado de trabalho. Administradores, contabilistas e economistas podem optar por um MBA (master business administration), enquanto profissionais de outras áreas escolhem entre pós-graduações lato sensu ou stricto sensu.

Na pós-graduação lato sensu (que significa “em sentido amplo”), o estudante aprofunda os conhecimentos obtidos no bacharelado ou curso tecnológico. São cursos mais rápidos, voltados à qualificação profissional.

A pós-graduação stricto sensu (em sentido restrito) é ideal para quem quer seguir a carreira acadêmica, em docência e pesquisa. Não existe um período determinado para encerrar este curso: é preciso cumprir alguns créditos (estudar algumas disciplinas), escolher um orientador entre seus professores, apresentar um projeto de pesquisa (que, no Brasil, não precisa ser inédito) e, após realizar a pesquisa, redigir uma dissertação e defendê-la frente a uma banca examinadora: é a tese de mestrado.

Obtido o título de mestre, o acadêmico pode aprofundar ainda mais seus estudos, cursando outra pós stricto sensu, desta vez em nível de doutorado. O procedimento é semelhante ao da primeira (créditos, pesquisa e defesa da tese), mas a tese deve ser original e produzir conhecimento teórico: produzir ciência na sua área de especificidade.


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