PGBL x VGBL: Qual Plano de Previdência Privada escolher?

A preocupação com o futuro é constante para os brasileiros. Economistas recomendam que o valor da renda da previdência seja de aproximadamente 70% do valor recebido mensalmente, não sendo necessário o recebimento integral. Tal afirmativa justifica-se pelo fato de que, geralmente, ao chegar em uma idade mais avançada, as pessoas já tem casa e carro quitados, filhos com independência financeira, sendo necessário apenas manter o padrão de vida, os custos mensais de água, luz, telefone, alimentação, etc.

Nesse artigo abordaremos as seguintes temáticas:

  • O que é previdência privada?
  • Informações sobre aposentadoria privada
  • Previdência Privada, como funciona?
  • Tipos de planos: PGBL x VGBL
  • Benefícios da previdência

Previdência Privada



PGBL x VGBL – Entenda a Previdência

Mas qual é o melhor plano de previdência para ser escolhido? Quais as diferenças entre os planos? Qual é melhor, PGBL ou VGBL?

A resposta é simples: DEPENDE!

Ambos são formas de investimento a longo prazo, no qual o investidor contribui durante um longo período de tempo e, após, resgata o dinheiro integralmente ou em parcelas mensais, de acordo com o plano escolhido.

A principal diferença entre os dois planos está no modo de tributação.

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é mais recente – lançado em 2002 – e é mais indicado para profissionais autônomos e pessoas que fazem a declaração simplificada do imposto de renda. É tributado apenas o lucro.

O PGBL (Programa Gerador de Benefício Livre) é indicado para pessoas que fazem a declaração completa do imposto de renda e têm o imposto retido na fonte. 12% da renda bruta pode ser aplicada e a cobrança do imposto será postergada. Quando for recebido o benefício, incidirá imposto sobre o valor bruto.

PGBL x VGBL

Qual melhor plano de Previdência Privada?

Os dois planos da previdência podem ser contratados com diversas instituições financeiras, mas, por serem a longo prazo, é recomendado que sejam escolhidas instituições sólidas, para que o resgate do valor investido seja possível. Uma má escolha pode ser fruto de uma dor de cabeça, pois instituições recentes/fracas, que normalmente oferecem condições mais atrativas (taxas de administração menor ou lucros fixos) correm o risco de falir e levar todo o seu investimento junto com elas.

No PGBL, uma pessoa que tem rendimento bruto de R$100.000,00 pode aplicar R$12.000,00 (12%), que tal aplicação será deduzida do imposto de renda. O imposto, assim, seria aplicado sobre R$88.000,00. Frise-se: a dedução é realizada, mas posteriormente, no momento do resgate, haverá incidência do imposto sobre o valor total.

Simulação de Previdência Privada: Como funciona, PGBL x VGBL

Duas situações hipotéticas, considerando uma alíquota de 30%:

1 – Faço declaração completa e recebo R$100.000,00/ano. Invisto R$12.000,00 em PGBL. Após 1 ano, o investimento transformou-se em R$13.000,00. Se eu quiser resgatar, pagarei R$3.900,00 de imposto.

2 – Faço a declaração simplificada e recebo R$100.000,00/ano. Invisto R$12.000,00 em VGBL. Após 1 ano, o investimento transformou-se em R$13.000,00. Se eu quiser resgatar, pagarei imposto apenas sobre os R$1.000,00 de lucro, ou seja, R$300,00.

Olhando rapidamente, a vantagem estaria, claramente, no VGBL. No entanto, ao analisarmos mais a fundo, podemos ver que a diferença do valor pago pelo imposto da renda anual justifica tal discrepância.

No primeiro caso, o contribuinte pagaria R$26.400,00 de imposto de renda (30% de R$88.000,00, tendo em vista a dedução do R$12.000,00).

Já o segundo, pagaria R$30.000,00.

Caso 1 = R$3.900,00 no resgate

Caso 2 = R$3.600,00 a mais no imposto e R$300,00 no resgate

Considerando os mesmos fatores, portanto, a tributação é idêntica nos dois casos, alterando apenas o momento da sua cobrança.

Previdência Privada

Previdência Privada, vale a pena?

E quanto aos lucros? O lucro varia de acordo com o risco do investimento. Em regra, investimentos com risco alto podem ser mais lucrativos, mas também podem ser negativos, reduzindo o montante investido. Investimentos mais conservadores mantém uma taxa de lucratividade pequena, com difíceis perdas.

Ao se contratar um dos planos mencionados, é preciso estar atento às taxas cobradas pelas instituições. São aplicadas as taxas de carregamento e de administração. As médias das taxas são de 3% e 2%, respectivamente.

É possível, também, a acumulação de planos. O investidor pode contratar um plano de PGBL  e investir 12% de sua renda bruta anual dele. Os valores que ultrapassarem os 12% podem ser investidos no VGBL, sendo essa combinação mais vantajosa do que investir um valor superior no PGBL, devido à tributação. A vantagem é que os 12% são deduzidos do imposto de renda e só há incidência de tributação sobre o lucro do VGBL, aproveitando as partes boas dos dois planos.

O resgate pode ser realizado de forma única ou mensalmente em ambos planos, devendo ser respeitados os prazos mínimos de cada plano.

Deve-se salientar que tais planos são indicados para pessoas que não desejam gastar tempo com a administração do seu dinheiro. Há métodos muito mais lucrativos, mas que necessitam mais conhecimento e tempo do investidor. Os planos de PGBL e VGBL são os mais conhecidos por serem mais ofertados pelos bancos, justamente por serem lucrativos para eles (lembrem das taxas de 3% e 2% carregamento e administração).

Leia também:

Vê-se que ambos planos são seguros e garantem, a médio e longo prazo, uma certa tranquilidade financeira. Deve-se atentar principalmente ao fator da tributação, observando as diferenças entre os planos e escolhendo a que melhor se adapta ao seu perfil. A escolha errada pode ocasionar surpresas na hora que o temido Leão bater na sua porta.

Não existe plano melhor ou pior. Existe o plano que se adapta melhor para cada perfil.

Em resumo: PGBL para quem faz a declaração completa e tem imposto retido na fonte e VGBL para quem faz declaração simplificada.


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