Desenvolvimento Sustentável – Informações sobre Sustentabilidade

O desenvolvimento sustentável visa aliar aspectos econômicos e ambientais na produção, transporte e comercialização.

“Nós também somos do mato, como o pato e o leão”, cantou Gilberto Gil em “Abacateiro”. O compositor queria dizer que nós também fazemos parte da natureza e dependemos dela, não apenas para sobreviver, mas para nos realizarmos pessoal e profissionalmente.

Foi-se o tempo em que ambientalistas eram “vozes clamando no deserto”. Há cerca de 40 anos, poucos sabiam o significado de Ecologia, a parte da Biologia que estuda o meio ambiente e as relações entre os diferentes biomas (como a Amazônia e o Pantanal Mato-Grossense, por exemplo). Atualmente, o desenvolvimento sustentável é uma preocupação real e ocupa a agenda de todos os chefes de Estado do mundo.



Desenvolvimento Sustentável

Desenvolvimento Sustentável

No entanto, se é um item importante e todos sabem que é necessário proteger os recursos naturais, nem todos tomam atitudes práticas. Florestas, campos e savanas devem ser preservados, é um ponto pacífico. No entanto, dos 12% de terras protegidos por parques e reservas, menos da metade destes projetos saiu do papel.

O desenvolvimento sustentável na história recente

Desde 1972, com a Conferência de Estocolmo (ECO 72), diversos países passaram a se comprometer com políticas públicas de defesa do meio ambiente. Seguirem-se vários encontros de cúpula, como a Conferência de Toronto sobre Alterações da Atmosfera, no Canadá, em 1988, que culminou no Painel das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, apresentado na Rio 92.

O painel demonstrou claramente que a emissão de gases poluentes na atmosfera, pela indústria e os veículos automotores (inclusive os movidos a etanol, em menor proporção) estava alterando a temperatura do planeta, o que pode representar sérios prejuízos para as regiões costeiras, além da total devastação de muitas ilhas dos oceanos Índico e Pacífico.

Além disto, o aumento da temperatura está relacionado à extinção de várias espécies vegetais e animais (de rãs da América Central a focas e ursos polares do Ártico) e à alteração do regime de chuvas, que pode transformar, no longo prazo, a Amazônia em uma savana e o Nordeste em um deserto.

Em 1997, foi organizado um documento para reduzir a emissão de gases: o Protocolo de Kyoto. Entre outros objetivos, o protocolo se propõe a:

  •  reformar os setores de energia e transportes;
  •  ampliar o uso de fontes energéticas renováveis;
  •  reduzir o aporte de recursos financeiros para nações do Terceiro Mundo que poluem e desmatam;
  •  limitar as emissões de metano na produção de alimentos e produtos industrializados;
  •  proteger as florestas, rios, oceanos e polos.

Mesmo colecionando muitas assinaturas, o Protocolo de Kyoto ainda patina. Nos EUA, a ratificação do país mais poluente dorme nas gavetas do Congresso Nacional. Num grande contraste, o pior país no ranking do Índice de Desempenho Ambiental (EPI, na sigla em inglês), a Serra Leoa, situada na costa da Guiné (África) continua recebendo grandes investimentos de multinacionais interessadas em seu solo rico em minério de ferro, bauxita e diamantes. A extração é feita com sérios prejuízos para o meio ambiente, não se importando com o desenvolvimento sustentável que é de grande importância hoje.

Desenvolvimento Sustentável

A questão da cidadania no desenvolvimento sustentável

A classificação do EPI talvez demonstre o ponto principal para reverter a situação: atualmente, consumimos recursos naturais renováveis num volume 50% superior à capacidade de regeneração do planeta. A Islândia, pequeno país situado no extremo norte da Europa, é um exemplo de que as atitudes individuais podem ser o caminho.

Desde 1930, a gélida nação nórdica (com temperaturas que raramente ultrapassam os 20°C, mas horas mais quentes do ano) não utiliza carvão para o aquecimento dos imóveis de sua capital, Reiquiavique, que concentra 60% da população: com o incentivo do governo local, todos os edifícios comerciais, industriais e residenciais utilizam a água dos gêiseres (fontes termais) para não congelar nas longas noites de inverno.

É evidente que os governos devem decretar leis que reduzam o impacto ambiental e isto é fundamental para evitar calamidades no futuro próximo, mas pequenas atitudes individuais também podem ajudar. É o caso da reciclagem de lixo, por exemplo.

Sustentabilidade no Brasil

O Brasil é o campeão mundial de reciclagem. Isto não acontece graças a políticas públicas, mas porque, durante muito tempo, os níveis de desemprego eram muito altos e, ainda hoje, a capacitação profissional deixa muito a desejar, obrigando muitas pessoas a recolher material reciclável nas ruas das cidades.

Este fato reduz a produção de plástico e vidro, a extração de bauxita (matéria prima do alumínio) e a derrubada de árvores para a produção de papel; com isto, algumas áreas de reflorestamento ocupadas com eucalipto (para a produção de celulose) podem ser recobertas com a sua vegetação original.

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Economizar energia e água (na higiene diária e nas lavagens de carros, quintais e calçadas), optar pelo transporte público sempre que possível (as grandes cidades brasileiras já possuem boas frotas de ônibus e linhas de metrô, especialmente nas regiões centrais), escolher produtos de limpeza biodegradáveis, reduzir o consumo de carne (os animais que usamos na nossa alimentação geram muito gás metano durante o seu desenvolvimento), procurar embalagens menos elaboradas e eliminar o uso de sacolas plásticas durante as compras são algumas atitudes que um cidadão pode tomar.

Isoladas, elas não terão nenhuma influência na adoção de um desenvolvimento sustentável. Mas quem assume estas condutas vai poder repetir o que disse o passarinho da história em que houve um grande incêndio na floresta e os animais correram para se refugiar do outro lado do rio. Um beija-flor voava afoito até a água, pegava uma gota e despejava-a sobre as labaredas; intrigados, os bichos que o observavam perguntaram: “Você acha que vai conseguir apagar o fogo?” A ave respondeu: “Eu estou fazendo a minha parte”.


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