Comprar Imóvel na Planta vale a pena? Quais os Cuidados?

O sonho da casa própria é um dos principais dos brasileiros, mas muita gente fica insegura em comprar um imóvel na planta.

Deixar o apartamento alugado e finalmente ter um imóvel para chamar de seu deixa muitas pessoas sonhando acordadas. Com o aumento da oferta imobiliária – os financiamentos podem chegar a 35 anos e os juros, se continuam altos, estão mais palatáveis: as prestações cabem no orçamento –, comprar um imóvel na planta é a solução para muitas famílias. Seguindo algumas dicas, é possível fazer isto sem sustos.

Dicas para Comprar um Imóvel na Planta

Nos últimos dez anos, construtoras e incorporadas bateram recordes seguidos na oferta de novos empreendimentos imobiliários, mas é preciso tomar alguns cuidados. A maioria dos brasileiros compra apenas um imóvel em toda a vida e a falta de experiência aliada à grande expectativa pode gerar frustrações.



Vantagens de Comprar Imóvel na Planta

imóvel na planta

Comprar um imóvel na planta tem certas vantagens: a documentação é menos burocrática, há mais tempo para planejar a mudança e o preço, ao término da construção, tende a ser mais elevado do que no momento da assinatura do contrato.

A seriedade da construtora precisa ser bem avaliada. O ideal é fazer uma pesquisa nos PROCONs e outros sites de defesa do consumidor, para saber se há reclamações e de que tipo são elas. Muitas empresas atrasam os prazos de entrega ou utilizam material de construção de baixa qualidade para baixar custos. O site do Tribunal de Justiça informa se há processos contra as empresas e o da prefeitura, se há problemas como possibilidade de desapropriação ou contaminação do terreno.

É necessário também pedir dos corretores que apresentem três projetos recentes, com todos os itens do contrato cumpridos. Outra dica: verifique no cartório de registro de imóveis se a incorporação foi registrada e observe o memorial descritivo, que contém informações sobre como o imóvel será entregue: metragem, material de acabamento, etc.

Guarde todos os folhetos de propaganda sobre o imóvel comprado na planta. Para fins legais, eles são documentos e alterações no projeto só podem ser feitas com a anuência dos futuros moradores.

Em primeiro lugar, é preciso definir o tipo de imóvel que se quer comprar. É um investimento de longo prazo e, portanto, a família pode aumentar neste período, filhos adolescentes requerem quartos separados, e por aí vai. Até os hobbies da família devem ser levados em conta.

Para evitar surpresas na hora de pedir o financiamento no banco, é conveniente fazer a simulação nos sites, para verificar se o montante financeiro poderá ser disponibilizado (e se as prestações cabem no bolso; elas não devem ultrapassar 30% dos rendimentos e, quanto menor a renda familiar, menos deve ser o valor da prestação, porque outras despesas, como alimentação e transporte, pesam mais nestes orçamentos). Assinar um compromisso de compra e venda antes de verificar se o dinheiro será liberado pode causar prejuízo, já que as construtoras sempre cobram um sinal.

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Como Funciona o Pagamento do Imóvel na Planta?

Ao comprar um imóvel na planta, é preciso ter em mente que as prestações são corrigidas pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil), cujo percentual pode ser maior do que o do índice que corrige os salários. Com o avanço do financiamento, as mensalidades podem ficar muito mais altas que as iniciais, obrigando o comprador a ter que desistir da casa. Fique atento: durante o período em que o imóvel está na planta, a cobrança de juros é proibida.

Mesmo que haja disponibilidade, deve-se evitar o pagamento à vista de um imóvel na planta. Pode surgir algum imprevisto na família e os recursos foram todos alocados na casa nova. Procure dar uma entrada de 10% e planejar o pagamento das parcelas intermediárias em valor não superior ao 13º salário: avaliar se estas parcelas cabem no orçamento é muito importante.

A melhor hora para quitar o imóvel é no momento da entrega, já que, quanto mais tempo durar o financiamento, maior será o valor dos juros pagos. Pode ser utilizado o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para ao menos reduzir a dívida.

Ao receber o imóvel, existem outras despesas, como o registro da escritura e o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). O contrato deve especificar claramente quem deve arcar com estes custos: a construtora ou o comprador.

Desconfie de parcelas muito baixas. Em geral, elas são apenas o pagamento de parte da dívida, como, por exemplo, comprar um imóvel na planta e pagar determinar valor até a entrega das chaves, quando as mensalidades sofrem grandes aumentos.

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